Meu olhar está nu

Foi despindo-se ante cada ato

Nesse teatro diário de imoralidade
Que ganha estatu de eternidade
Minha face está corada
A cada manchete escancarada
Que leio ao início de cada jornada
Uma mais absurda que aquela mostrada
Meu ser está intrigado, indignado
Revoltado, planando sem chão
Pois em cada esquina um ladrão
E no poder a rapinagem em ação
Que até já quebrou nossa Nação
Minha visão está turva e pasma
Ante a banalidade da criminalidade
A ausência ou incompetente autoridade
E o bandido tal formiga ou mosquito
Pontuando em toda localidade
Atacando, assaltando, matando em toda cidade
Minha cidadania esquenta e evapora
Tal como água nessa medonha fervura
Onde a violência tem alta temperatura
E o projétil apaga, abala a ternura
O Brasil está completamente despido
A vergonha, a moral
Foram bem ali passear
Pois tiram-lhe as suas cores
Deixando-o de luto a chorar
Órfão de autoridade séria e isenta
Sem nenhuma vela acesa
Para seu féretro processar
Pois o óbito se aproxima está para chegar
E assim como mendigo
A sepultura vai baixar.
Lúcio Reis

Belém-PA. Brasil em 05/05/2018.


 
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Código do texto: 060ceac967f8a6e3974cd7f646962ed5                  Enviado por: Lúcio Reis em 06/05/2018

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Lúcio Reis
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