Deixo de fazer a minha opção

Fica a seu critério a classificação

Sei qual será, caso seja petista

Se não, esteja livre e trace a pista

 

Pensei em compor uma crônica amena

Sem escrever termos fortes ou contundentes

Em seguida, conclui não valeria a pena

E por isso escolhi criar sem faca nos dentes

 

Depois veio a escolha do título à esta composição

O encontrei no teor do discurso do agora apenado

E ouvindo essa topeira com microfone na mão

Optei por megalomania sem qualquer noção

 

Ouvindo cada frase com atenção

Sem ser médico, jurista ou mesmo vilão

Fica fácil compreender sua atual situação

E lá atrás já seria óbvio, prever sua prisão

 

É apenas uma questão de semeadura

Arar o chão da ignorância madura

Plantar em cabeças vazias sem noção

Idéias absurdas que não floresceram em qualquer Nação

 

A oratória é forte e convincente

Leva cada ouvinte

Quem sabe, a emoção comovente

Mas no resumo, só há indigente

 

Não é preconceito, pode crer!

É indigente pela pobreza do não ler

Ou se leu não soube compreender

Se não leu, foi espuma no mar do saber

 

Foi assim contam, por aí os compêndios

Com alguns enlouquecidos e seus tédios

Depressivos, isolados em seus devaneios e ilusões

Sob aplausos de mãos vazias e dedos sem noções

 

Embriagado pelo sonho do eterno poder

Sem estrutura de cabedal para o concorrer

Apoiado nas bajulações e nos objetivos do apenas ter

Esqueceu que antes vem e está o ser

 

Ser digno, verdadeiro, ter noção e um pouco de saber

Saber respeitar limites do social viver

Respeitar convenções, costumes, códigos e cada artigo

E publicamente o não proclamar: nem os ligo!

 

O discurso nos remete ao passado

Triste, impiedoso, maligno e cruel

Seres humilhados, clã asfixiado e trucidado

Na câmara de gaz o exterminar sob fel

 

Historicamente mais uma construção mentirosa

Trilhando passos numa estrada enganosa

Areia movediça tragando consciencia esperançosa

Do dispor de um jardim florido com linda rosa

 

Porem, foi é e será esse o ocaso

De quem se proclama o mais honesto, o salvador

Conduzindo seu povo ao sabor

Da enganação, mesmo sabendo de seu fracasso

 

Não mencionei o nome de ninguém

Ilustrei com o vídeo a passagem

Da estupida balela na linguagem

Como quem falou ante plateia na pastagem

 

Com todo respeito faço esta postagem

À servir de chamamento de atenção

Sem preconceito com quem fecha a visão

Obstrui a audição ou apenas acredita em visagem

Lúcio Reis

Em Belém do Pará . Brasil em 02/02/2018

 

 

 



 
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Código do texto: 34ef972984ab559cd8c0349bfb6650a7                  Enviado por: Lúcio Reis em 02/02/2018

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Sobre o autor
Lúcio Reis
Belém, PA, Brasil


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