Me sinto abstrata,
como uma folha seca que desprende-se do céu.
A terra me acolhe,
adormeço no chão, sem sentir o tempo passar,
lentamente, o tempo vai me desbotando.
Quando cheiros passam por mim, estremeço,
talvez seja o cheiro da minha própria essência.
O frio me queima,
o calor sufoca,
ouço o vento uivando,
levitando uma poeira dourada,
O tempo me  fragmenta ...
 transforma e leva,
como sementes em tempos de plantio.
 Meu olhar curioso,
volta-se para o tempo.
Não é o tempo passado,
nem o do  futuro,
é o instante ...
Indiferente às coisas palpáveis,
sou esvoaçante quando penso.
Sinto-me breve,
aliás, tudo é breve, 
tão breve como um sopro divino.
Vivo o tempo da terra,
que não tem a velocidade do céu.
Tenho vida, tenho que vivê-la,
apriziono-a por algum tempo.
Até quando, não sei ...
Simplesmente, 
tenho o tempo de Deus.


- Helena Huback -


 
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Código do texto: 37edd7a806141f36d9bc8ba2fb7b18b1                  Enviado por: Helena Huback em 03/02/2018

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Sobre a autora
Helena Huback
Nova Friburgo, RJ, Brasil


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