Rei-Mendigo                                      


Pensado pelo mundo,

possuído por ideias,

conduzido por sonhos —

aonde julga ir o homem

que finge não saber

que tudo é construção? 


Aonde pensa chegar o homem

que nem quer desconfiar

que seus desejos-devaneios

são seus implacáveis senhores? 


Que imagina alcançar o homem

empilhando teres e haveres,

amontoando delírios,

correndo atrás de brinquedos

de ser feliz? 


Por que demora a ver o homem

que sua maior liberdade

é ele ser livre de si mesmo?

Livrar-se do vírus genético

de ser escravo orgulhoso

do que pensaram seus mortos? 


Quando é que assumirá o homem

a consciência-caminho

de se saber

a sua própria construção?

De ter a certeza lúcida

de que toda a natureza

é sua mãe maltratada

e que o mundo é sempre seu filho —

com a "carinha do papai"?

LA 


 


           

 

 

 

 

 



 
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Código do texto: 5bd626375d81ad9fb0f7cc51d968dc1e                  Enviado por: Laerte Antônio em 20/10/2017

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