Johannes Stöetter é famoso artista e que promove e faz performances com a participação de outros artistas, compondo animais da natureza com diferenciada realidade em especial e real demonstração de vida, usando pinturas em seus corpos e oferecendo ao mundo espetacular visões à quem os assiste, como que se quadros a respirarem (seu endereço é www.johannesstoetterart.com).

Ao ver a criação do artista acima referido, a mesma veio-me a mente como a outra face comparativa da moeda em relação as artes recém expostas aqui em nosso País, nas quais as crianças se tornaram o “x” da questão, não como incognita mas, como possíveis agentes inocentes a serem vitimas das mostras ou performances e, óbvio minha opinião e posicionamento aqui registrados o são de quem já passou pela vida por mais de seis décadas e não, como expert em psicologia infantil ou formação educacional de alguem.

Em uma a pedofilia e a zoofilia entre outras, foram abordados na mostra e na outra a exposição ao vivo do adulto nu contando com a interação de crianças e, em ambas aos ambientes levadas por seus pais ou responsáveis que tocavam no cidadão pelado.

Concordo que o estado não deva se intrometer como agente censor no direito do artista expor sua criação artistica, mesmo que de baixa qualidade e de carater muito mais apelativo para o escrachado, pornográfico ou que afrontem os principios morais e de convivio social urbano e sadio, ante as regras normais que norteiam a nossa sociedade e orientam as relações inter pessoas e, acima de tudo e ou principalmente, tendo em mente a inocência infantil e natural queima das etapas etárias.

O Brasil com seus poucos mais de cinco séculos, sem dúvida é um País jovem. Mesmo sendo adolescente já poderia ter alcançado o estagio de educação, de entendimento e conclusão mais elevado normal e natural de que o nú  e a relação sexual ao ar livre, como é praticada nas praias em Nice na Riviera Francesa ou o promover de um protesto em via pública com a participação de várias centenas de cidadãos em suas mais variadas faixas etárias, totalmente despidos e sobre partins, skett, bicicletas ocuparam várias ruas em Londres e sob a vigilancia da policia e sem que alguem fosse acincalhado, constrangido, detido ou preso.

Aqui, a educação que o estado oferece ao jovem não da a mínima condição ou qualidade a que a sociedade evolua, ganhe maturidade e alcance o patamar de compreender e respeitar que o direito de um termina onde principia o do outro e portanto, acima de tudo respeitar a opção e a orientação sexual individual que o outro resolveu seguir e praticar e por essa razão ou por isso mesmo,não ser agredido e espancado fisicamente em via pública, como fato já consumado e por mais de uma vez, em plena Av Paulista na capital de maior visualização em nosso País, como que se ainda estivessemos na idade da pedra.

Sem duvida alguns dirão que a educação não é obrigação da escola mas sim da família. É verdade! A família é apenas uma celula. No entanto, nem a familia faz sua parte e nem a escola faz o complemento, pois nesta é que se dá o convivio e a relação com outros componentes da sociedade.

Esses e outros tantos fatos concretos, tal como outro exemplo também, aquele ocorrido com a universitária que foi constrangida dentro do ambiente universitário, em função de usar mini saia.

Não podemos também, esquecer o queimar vivo e em via pública por jovens estudantes em pleno seculo XXI de um indio que dormia sob uma marquise, num ato de barbarie medieval e por isso mesmo incompatível para quem pertence a uma coletividade que a principio já ascendeu alguns degraus na escala racional do convivio social.

A nossa sociedade, talvez sofra coletivamente de sua catarse, pois como também compreender que aquela universitária arreie a calcinha em via pública e defeque na foto de alguem em protesto. Pode ser um radical protesto mas, muito mais compatível com os realizaveis biologicamente pelos irracionais, que não sabem que para tal, há instalações sanitarias como locais adequados e civilizados.

Ainda como referência a essa catarse social geral, fica também complicado entender que em nosso Brasil, pela irresponsabilidade do homem público, haja regiões que sequer o ser humano dispõe de uma instalação para suas necessidades fisiologicas e, por essa razão, não é possível fazer de conta de ela não exista ou é uma invenção de mente do contra.

Por esses muitos exemplos e outros mais que nem a midia da ciência à sociedade é que se pode chegar a conclusão de que expressões de arte que mostram a nudez em público e comportamentos incompatíveis com a realidade e patamar educacional alcançado por nossa sociedade, jamais serão lições para o crescimento e o acrescentar na formação racional e social de nosso povo mas sim, serão catapultas a jogar a formação no fosso e aprofundar mais o buraco negro de nossa ignorancia, pois seria ou é como pretende saltar do primeiro degrau para o patamar do 30º degrau na escala da formação escolar.

Ninguem sai do jardim da infancia direto para o curso de mestrado ou doutorado.

O Brasil, a rigor é expert em desvio de conduta ou quem sabe PHD em corrupção mas, no que tange a cultura, educação e evolução social, ainda estamos a engatinhar, apesar de que alguns tenham a “pretensão de trazer um silvicola de seu habitat natural na selva, em seu traje como chegou ao mundo, para uma selva de concreto armado ou na via inversa, levar para o seio da selva e ambiente de uma oca, um habitante de uma grande metropole”.

Vamos ajudar a mudar nosso Brasil e não nos mudar daqui. Mas o façamos com responsabilidade social e racional.

Lúcio Reis

Belém, Pará, em 30/09/2017.

 


 
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Código do texto: ef216a54fc46c8067543f0580f6422bd                  Enviado por: Lúcio Reis em 30/09/2017

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