Dialética Mefistofélica

 

O cenário político brasileiro vive o momento tragicômico de uma Dialética Masturbatória: um é-não-é, foi-não-foi, um será-não-será em embates sofísticos pela corda de um funambulismo em que as palavras, todas elas, significam sim-não-talvez-é-já-não-sendo... Aliás, o Fausto (de Goethe), homem que vendeu a alma, já nos revela essa dialética luciferina que pretende tomar os céus de assalto pelos dribles da inteligência que mostra-esconde, torce-restorce, inventa-desinventa nesse teatro de duas personagens: a Verdade e a Mentira. De sorte que tal dialética mefistofélica leva Fausto a ir-se perdendo ( tais são os dribles dessa inteligência ), ir-se perdendo de si mesmo...E cá estamos (quem diria?!) vivendo dias dessa perversão dialética. Sim, estamos a assistir a este longa-metragem político-brasileiro em que a dialética de Mefisto revela a loucura perversa dos embates pessoais de escusos interesses.

LA 30/06/2017

 



 
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Código do texto: f922d52acb0f247e57115fae20f5c0ee                  Enviado por: Laerte Antônio em 01/07/2017

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Laerte Antônio
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