Há pelo menos três décadas que a imprensa noticia sobre corrupção ativa e passiva envolvendo homens públicos e, de maneira especial os que detém representação popular eletiva.

Há por outro lado o dito popular a dizer: quem planta colhe! Tal como: quem planta vento colhe tempestade!
Hoje o que se testemunha é uma gama de idosos transitando pelo poder judiciário, devidamente engravatados e acompanhados por seus defensores para as suas oitivas nos tribunais, fazendo a colheita dos ventos semeados ontem.
Mesmo com a reação da sociedade desaprovando e até vaiando os atos sujos perpetrados ao longo desses anos, os corruptos ou concretamente carimbados como bandidos, negam os delitos ou apresentam as mais estapafúrdias desculpas, como que a massa de nossa sociedade fosse composta só de idiotas.
Ao longo dos tempos, antes do prato da balança judicial os tocar, os amigos dividiam as salas palacianas ou dos escritórios refrigerados, ambientes nos quais tramavam como enganar, sugar, como forpes extrair os milhões do erário e deixando como saldo para o eleitor e massacrado contribuinte, as piores condições de assistência médico hospitalar ou a total inexistência dos direitos que são constitucionalmente devidos à sociedade. No entanto, hoje as relações são meramente constitucionais, mesmo a despeito de que em palanque, lá no recem passado,  avalizaram o carater do então amigo e propalaram os melhoes e dinos adjetivos do agora denunciado.
Ainda hoje muitos já com o telhado totalmente de algodão ou mesmo tingidos por tintura capilar, são a esfinge viva, ambulante, meros fantasmas ou pragas que no passado pisotearam, tripudiaram sobre o cidadão e por isso colhem o fruto do desassossego e, convivem com o pesadelo do som da campainha de suas casas e ouvir que a polícia federal ali está para lhes conduzir preventiva ou coercitivamente.
Mas não são apenas os caciques idosos setentões ou oitentões que vivem a diária expectativa ou então de se explicarem ante um canal de TV. Outros mais jovens também entraram na alça de mira das conduções judiciais, pois se meteram, formaram na quadrilha dos mais velhos e, afagados e afogados pelo ganho fácil e rápido, não se deram conta que os tempos são outros, houve mudanças e povo tem a seu favor as redes sociais e uma maior consciência e interação política.
Por isso mesmo, hoje a imprensa noticia sobre a carta do mais recente apanhado por um decreto de prisão, recomendando a esposa que cuide do berço e do quarto do bebê do casal que está para chegar e provavelmente o pai corrupto não estará presente na chegada do descendente a este mundo sujo e pelo qual seu pai é um dos que contribuíram para essa poluição moral e ética.
Caminhamos para mudança e no que compete ao povo e toda a cidadania de bem, não nos deixemos esmorecer e vamos prosseguir nas ações que contribuam para que tenhamos o Brasil limpo, ético e moral para as futuras gerações e na qual, também o filho do Rodrigo Loures que recém aqui desembarcará, possa ter um digno ir e vir e com total liberdade e sem a pecha de que somos o País da corrupção. E por isso mesmo, a colheita dos frutos no amanhã, sejam de alegrias e plenas satisfações.
Lúcio Reis
Belém do Pará 
04/06/17.

 

 


 
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Código do texto: e20ea752b860dcb31d8a525081c93cda                  Enviado por: Lúcio Reis em 04/06/2017

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