Juiz e o Eco

Hoje o Brasil é uma caixa de ressonância a ecoar o que há do mais contra indicado ao crescimento, fortalecimento e prosperidade de um País, mas que, só da voz e grito ao desmando dando eco a tudo que mais enoja e empobrece uma sociedade.

A realidade alcança patamares tão absurdos que, ao ouvirmos em rede nacional de imprensa e em todos os veículos de comunicações, como as mídias sociais que também ecoaram o posicionamento do senador Renan Calheiros, presidente do Senado e do Congresso Nacional, chega-se a duvidar de que não seja uma reprodução real de um som mas, de pura ficção de algum grande cineasta de qualquer lugar do planeta.
Ao usar o termo juizeco para o magistrado que determinou a entrada da policia federal no Senado e apreender aparelhos de escuta e prender agentes da policia legislativa, tem-se a nítida sensação ou a real conclusão de que o Brasil atravessa grave momento pela falta de respeito entre os poderes republicanos.
Bandido da mais alta periculosidade, trancafiado em algum presidio de segurança máxima, deduz-se, não faria ecoar nos corredores da prisão ofensa dessa magnitude ao juiz que lhe condenou.
O completo garantir ou a receita a indicar para a gravidade da realidade que o País atravessa, não é exatamente o termo prejorativo e diminutivo usado mas, por quem foi empregado e falado, pois com dezenas de processos que responde, o senador Calheiros como investigado e mesmo sem ter sido aceita denuncia contra si, convenhamos, não é uma situação a lustrar e valorizar seu curriculum e nem tampouco engrandecer a autoridade de que esta investido e representa, até por quê, não é demais lembrarmos que ele não foi cassado, porquê renunciou e assim passou um atestado do cometimento do ato ilegal e que ainda tramita na justiça.
O posicionamento do politico em questão foi tão agressivo, grosseiro e desrespeitoso que reverberou e fez ecoar no pronunciamento da Ministra Presidente do STF Carmen Lúcia, esta si, com curriculum, sobre o qual não há noticia desabonadora, em defesa da magistratura brasileira e ecoou também entre aqueles que compõem o poder judiciário nacional e suas entidades de classe.
A realidade, por outro lado, é que atos desse valor e protagonizados por um cidadão público do quilate de Renan Calheiros, só se presta como um desserviço e profunda contribuição à macular a já tão suja imagem do poder legislativo brasileiro, que todo dia tem um os mais de seus componentes envolvidos no noticiário de corrupção e ou sob investigação policial. E que não se tem pleno conhecimento de seus colarinhos brancos em função do foro privilegiado, uma armadura por eles mesmos criada para empanar a visão e a audição do povo.
O juizeco segundo Renam, é a outra face da moeda, para que o Brasil passe a ecoar fatos que emoldurem positivamente o nome desta Nação, tão agredida com demasiada e absurda corrupção sem limite.
Porém, é bem notório que o eco da baixaria na politica não se restringe as nossas plagas, pois, o que se tem sabido e ouvido, mesmo que em outra modus operandis, entre Hilary Clinton e Donald Trhump é o ecoar do respingar de lama na faixada da casa branca do Tio Sam.
Lúcio Reis
Escritor-Contista e Poeta
Belém, Pa, Brasil em 27/10/2016

 
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