Estalo – Forma de poesia criada pelo poeta Genilton Vaillant de Sá. Consiste em parelhas ou dísticos versando sobre qualquer assunto, mas respeitando um dos seguintes metros:

a-    primeiro verso heptassílabo (7 sílabas) rimado com o segundo verso hexassílabo (6 sílabas);

b-    primeiro verso octossílabo (8 sílabas) rimado com o segundo verso heptassílabo (7 sílabas). No caso, o primeiro verso, por ser octossílabo, exige acentuação rítmica intermediária na quarta sílaba.

 

 

Bom livro não se lê, se lavra,

há ouro em cada palavra!

 

Enquanto há mata, a vida ocorre,

pois não mata se não morre!

 

Quando olho bem nos olhos seus,

eu vejo tudo, até Deus!

 

Amar não é nenhuma arte,

é um sentimento à parte!

 

O belo e o feio dependem muito

de quem vê com tal intuito!

 

A inveja é a tal razão

que arrasa o cidadão!

 

Critica até sem entender

quem não tem nada a perder!

 

A incompetência não permite

que a razão tenha limite!

 

Quem fala o que não entende,

até calado ofende!

 

A incompetência, por despeito,

vê nos outros seu defeito!

 

A inveja é o mal do mau frustrado:

é bom no que faz de errado!

 

O amor se cala indiferente,

mas quem se cala com, sente!

 

Sofrendo a chuva precipita,

pisca a luz do céu e grita!

 

O ódio e o amor são tão irmãos

quanto os nossos pés e mãos!

 

Eu vendo os olhos! Vendar, não!

Vender, jamais! Ver, então!

 

A vida é qual um barco solto

num mar bonito e revolto!

 

Sinto um ruflar de asas quando oro...

Não voo, Deus vem onde eu moro!

 

Amar não é nenhuma arte,

vem de um ilapso à parte!

 

Amigo não só elogia,

aponta erros e nos guia!

 

Não basta só fé pra vencer,

mas fazer por merecer!

 

Pouco vale quem muito faz,

pois novidades não traz!

 


 
Genilton Vaillant de Sá, IWA Views: 1685

Código do texto: e04760464877758d59f713642d97cd3c                  Enviado por: Genilton Vaillant de Sá, IWA em 24/09/2012

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Genilton Vaillant de Sá, IWA
Vitória, ES, Brasil


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