"...Trovões estilhaçado o céu então como pintura,
ora vertendo lágrimas invejosas dessa moldura,.."






Demônios das tempestades no obrar predileto,
na manhã vão inflamar os céus em todo trajeto.

Varrendo longe para os cimos d’altas escarpas,
ondas de ouro antes como aos sons das harpas,
salpicos de puro algodão sem quaisquer farpas.
As nuvens então alvas se fecham por completo,  
as luzes tornadas em sombra de triste aspecto. 

Trovões estilhaçado o céu então como pintura,
ora vertendo lágrimas invejosas dessa moldura,
o orvalho frio a suspirar pelo sol com ternura,
ansiando pelo calor a sublima-lo circunspecto,
ornando folhagens sob o firmamento como teto.

Depois da chuva brilha novo o sol com evidência,
do produzir no céu um arco iris como exigência,
a luz incidindo nas gotas confirma a tendência.
Abre-se outra vez o dia limpo com um céu seleto,
enfim vejo essa manhã entre luzes, irrequieto.





Citação e Homenagem:

Sibila o vento: os torreões de nuvens pesam nos densos ares:
Ruge ao largo a procela, encurva as ondas pela extensão dos mares:
A imensa vaga ao longe vem correndo em seu terror envolta;
E, dentre as sombras, rápidas centelhas a tempestade solta...”

A tempestade - Alexandre Herculano
28012016


 
Luiz Morais Views: 423

Código do texto: 5e81a9fac492b61ed3a81b9bb357eebc                  Enviado por: Luiz Morais em 28/01/2016

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Sobre o autor
Luiz Morais
Piracicaba, SP, Brasil


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