Às vezes o dia nasce-me escuro
e sinto contristada que para mim não há futuro


Tento então abrir os olhos à criança que ainda sou

e dizer-lhe que os caminhos aonde vou

fui eu quem os abriu, os adubou, e os plantou
– que os alicerces da minha casa estão firmes, e seguros
e que há portas de ouro abertas nos seus muros


Portas e vidraças por onde triunfante o sol penetra
escrevendo e musicando os meus dias letra a letra
tornando-os imortais como os templos em Petra
– para quê tantos e tão tristes sentimentos inseguros
se plantei a minha casa em chão indómito e maduro?



Amor ei! *

Nota:
* Como “Jarcha”, ou Finda, utilizou-se o refrão da Cantiga de Amigo de Martim Codax, in “Cantares dos Trovadores Galego-Portugueses”; Selecção, introdução, notas e adaptação de Natália Correia; Editorial Estampa, Lisboa 1970. Pág 74.








 
Ilda Maria Costa Brasil Views: 1631

Código do texto: 28e16a9d378e054f95008346a1b51c45                  Enviado por: Ilda Maria Costa Brasil em 18/09/2012

Compartilhe este texto com seus amigos   
 
  
  

Copyright © 2018 Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

 
Ler Comentários [0]


 Escrever comentário

 
Sobre a autora
Ilda Maria Costa Brasil
Porto Alegre, RS, Brasil


 Ver mais textos desta autora