Tudo que é material,
torna-se passageiro.
Detemos por algum tempo bens materiais
que a vida nos presenteia.
O  frescor da nossa juventude,
apalpamos todos os dias, mas com o passar dos anos,
escorre entre nossos dedos, sem que possamos adiar o tempo.
Filhos não são nossos, passageiros desse "trem vida"
nascem,  vivem conosco tempo indeterminado, um dia se vão,
vão para uma festa,  vão dormir fora, um trabalho distante, para outra familía, 
como pássaros migram para outros horizontes.
As vezes ficamos tão distantes, 
quando novamente nos encontramos, percebemos o quanto mudamos,
o tempo nos distanciou, ofuscou nossa espontaneidade,
momentaneamente temos impressão que somos meros conhecidos.

O tempo não só passa,  também envelhece os sentimentos ...
em nossas atividades diárias,  procuramos ser competentes,  mas, os anos vão passando,
às horas vão ficando longas,  a empolgação vai se apagando,
mudamos nosso diálogo, já não somos tão doces,
nos tornamos agressivos e ásperos, o tempo nos devorou, roubou nossa sensatez,
um dia somos apresentados a um novo colega que nos substituirá.
Muitas vezes flagelos da natureza nos açoitam, perdemos o que parecia eterno,
fazendo com que nossos planos sejam mudados.
Nossa casa, nossa "cara", nossos objetos de estimação,
nossos animais, nossos amigos, 
são jogados a deriva,
sem que possamos fazer nada,
somos vulneráveis a ação do tempo.
O físico é efêmero,
queremos nos agigantar no tempo que se esvai,
lutando, buscando,  tentando aprender
as lições que o tempo nos impõe,
com infinitas possibilidades de mudanças.
A  capacidade de transformação está em nós,
somos o vento, soprando em todas as direções,
nada é estático, tudo vibra na teoria do cotidiano,
 fielmente o SOl está aí para espalhar auras na substância do tempo.




- Helena Huback -

 
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Código do texto: 5e54abf24e58e4f5e6c13f96ed494251                  Enviado por: Helena Huback em 16/01/2016

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Sobre a autora
Helena Huback
Nova Friburgo, RJ, Brasil


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