É para ti que escrevo, rapaz ou rapariga desta hora em que ser jovem não é apenas estar na flor da idade. Escrevo para ti que vives no campo, na vila, ou na grande cidade. Para ti, que te habituaste a encontrar em mim, quando me tens, um meio de compreensão para com outros jovens que, como tu, vivem os problemas, as virtudes e os anseios da juventude actual: inconformista, dinâmica, lutadora, desesperada triste e ausente, mas que deseja construir a sua própria vida e o seu futuro, que quer um mundo em progresso, com trabalho para todos, mais verdadeiro e mais humano.

    Dirijo-me a ti, que te encontras ao lado de outros jovens que reclamam um papel activo no mundo, para que deixem de ser uma juventude esvaziada, materialista e a afastar-se cada vez mais dos seus ideais.

    Apesar de saber que estou muito esquecido por ti, eu falo-te sem ter boca, escuto-te sem ter ouvidos, ensino-te sem ser mestre, entro no teu coração sem ser Cupido e, quantas vezes, te dou a mão quando estás prestes a cair no abismo…

    O meu assunto tem de ser, essencialmente, a tua vida enquanto jovem situado no tempo actual e nas circunstâncias particulares do teu meio como cidadão. Não podemos separar as duas dimensões mas, bem pelo contrário, vê-las em relação uma com a outra. Por isso, eu sei entrar na tua vida para que ela esteja presente em mim.

    Os jovens de ontem não me tinham com a facilidade com que tu me tens, no entanto disputavam-me mais. Dialogavam e questionavam, uns com os outros, sobre a minha essência…

    Deixa-me ficar nas tuas mãos. Abre-me e sorve a fragrância do meu âmago que se estende à fraternidade e ao amor universal que te une aos jovens do mundo inteiro!

    Um abraço do teu amigo que se chama: UM BOM LIVRO!

 

                                                 Glória Marreiros


 
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Código do texto: 8c4ee54f40a77bcfc65a3c291d427b27                  Enviado por: Glória Marreiros em 22/09/2012

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Sobre a autora
Glória Marreiros
Portimão (Portugal), EX, Portugal


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