NOVAS TROVAS 119

Creio que fiz bem à lua,
Por isso tem sido minha amiga,
Esconde-se lá n a tua rua,
Que a namorar contigo obriga!
 
Bem dif’rente e esquisitos,
Há beijinhos no mercado,
Que se trocam muito bonitos,
Que no fundo são pecado!
 
Há olhos de muita cor,
D’estranos encantos,
Mas os verdes do meu amor
Seguem pra todos cantos!
 
Quantas vezes conto as horas,
Desde uma a vinte e quatro,
Meu bem, quando tu demoras,
Ó! Meu Deus ouve teatro!
 
Se eu pudesse ser um dia,
Pequena pulga do teu leito,
Pulava sempre, quando qu’ria,
De cima pra b aixo, tudo a eito!
 
Palavras bonitas e terna,
Quem é que não gosta douvir,
Ó, menina que lindas pernas,
Não pode as saias subir?
 
Bem evidente é o aspecto,
Esta minha afirmação,
Trem que leva bom afecto,
Também traz desilusão!
 
Quando estás à minha beira,
Quero dizer-te tanta coisa,
Mas meu olhar em ti poisa,
Dizer-te algo não há maneira!
 
As saudades que tinha de ti,
Eram tristes, grandes e pesadas,
Que na ultima carte que t’escrevi,
Já meu bem foram todas enviadas!
 
Não sei o que tenho em mim
Que tanto alvoroço me traz,
Penas? Penas não são assim,
É o amor esse traquina rapaz!
 
Não te quero dizer aseus,
Guardando-te do castigo,
Desde hoje os tormentos meus,
Onde estejas, estão contigo!
 


 
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Código do texto: 1db093b072c613e6b5523430351d8c64                  Enviado por: Nelfoncar em 29/08/2016

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amora Portugal, EX, Portugual


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