TROVAS NOVAS 116

Quem me dera ser travesseiro,

Da cama onde repousas,

Seria apertadinho por inteiro,

A disfrutar outra cousas!

 

O egoísmo anda à deriva,

Ninguém o consegue parar,

Como a erva no prado nociva,

Que cresce sem a plantar!

 

Sobre esta palavra saudade,

Muito se canta e escreve,

Ainda não se disse a metade,

A saudade nunca é breve!

 

Sobre esta palavra saudade,

Qualquer poeta a canta,

Mas só quem a tem n a garganta,

é que lhe pode dar verdade!

 

Minha vida vida, minha mocidade,

Ai, tudo em mim tem mudado,

Atormenta-me a saudade,

De não voltar ao passado!

 

Chora meu coração, chora

Lamento triste eu penar,

A mocidade é…uma hora

Hora que não pode voltar!

 

Cabelo branco não é velhice,

Como sempre disse alguém,

A exp’riência já me disse,

É a cor que o cabelo tem!

 

A menina da escola decora,

O verbo amar com facilidade,

Mas passado anos, hoje, agora,

Vê do lindo verbo a realidade!

 

Nem tudo se vai com a morte,

Como se julga, como se pensa,

Eu e tu, vamos ter sorte,

Iremos juntos da mesma doença!

 

Nas asas da pomba enviei,

Uma carta aberta à paz,

Apelando em nome da grei,

Aquilo que  ninguém foi capaz!

 

Na vida há momentos belos,

Por exemplo quando te vi,

Em segundos erigi castelos,

Co’o  brilho vindo de ti!

 

 

 


 
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Código do texto: dba8bab831732750f6b2831f791c1b6a                  Enviado por: Nelfoncar em 29/07/2016

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