TROVAS NOVAS 39

 

No tribunal, impera a justiça,

Com seus infalíveis braços,

Por vezes boa submissa,

Por um nada vê-se em pedaços!

 

No tribunal julgam-se erros,

Ó meu Deus eu nem sei,

Se aquilo é o braço da lei,

Há muitos inglórios desterros!

 

O vinho é a alegria do povo,

Mesmo cedo quando é mosto,

Um dia quando é vinho novo,

Bebe-se em nome do desgosto!

 

Há sim, quem beba por prazer,

Outros, seja lá porque for,

Mas muitos, é pra esquecer,

As f’ridas d’um perdido amor!

 

O namoro muito guardado,

Tem final bem conhecido,

O grande prazer dedicado,

É comer o fruto proibido!

 

Fui beber água à fonte,

Descansei triste à parede,

Ia, amor, não sei se te conte,

Não vieste fiquei com sede!

 

Toda mãe que espreita,

O  namoro vivo da fila,

É pimenta que deita

pra logo partir a bilha!

 

 Quis of’recer-te um presente,

Que revelasse meus carinhos,

Uma rosa é convincente,

Mas não a rosa com espinhos!

 

Estou proibido de te ver,

P’la tua mãe…isso é pior

Amor não sei como vai ser

Fruto proibido é melhor!

 

Não me digas que me queres,

Que eu entendo muito bem,

O grande amor das mulheres,

É andorinha, que vai e vem!

 

Nas voltas que o mundo dá,

Somos passageiros, sem norte

No vai vem, de co’a pra lá,

Até que nos acolhe a morte!

 

 


 
Nelfoncar Views: 454

Código do texto: 6e0d7cc3e85ce954fb9853a056c220b2                  Enviado por: Nelfoncar em 31/08/2015

Compartilhe este texto com seus amigos   
 
  
  

Copyright © 2018 Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

 
Ler Comentários [0]


 Escrever comentário

 
Sobre o autor
Nelfoncar
amora Portugal, EX, Portugual


 Ver mais textos deste autor