O triolé originou-se na França (triolet), ao mesmo tempo que o rondel e o rondó, mas ele tem sua própria estrutura poética: versos com oito sílabas poéticas distribuídos em uma oitava, ou mais, com duas rimas apenas. O primeiro verso repete-se no quarto, e os dois primeiros fecham a estrofe, como o sétimo e oitavo: ABaAabAB. Caiu em desuso (completo) no século XVI e foi reerguido, na metade do século XIX, pelos poetas parnasianos. Dentre os nossos poetas que experimentaram o triolé, destaca-se um nome ilustre, Machado de Assis.

O triolé identifica-se com a poesia epigramática, por causa dessa repetição, que é o seu marco, porque ela o torna leve como uma “seta”.

 

Doce Tristeza

 

Invade-me doce tristeza,

Saudade do céu luminoso

Dos dias de encanto e beleza.

Invade-me doce tristeza.

Lembro os momentos de pureza

Do nosso encontro carinhoso.

Invade-me doce tristeza,

Saudade do céu luminoso.

 

Toma-me a solidão com crueza.

É sina um futuro brumoso.

A noite envolve-me com frieza.

Toma-me a solidão com crueza.

No escuro da mente, a incerteza

De sentimento poderoso.

Toma-me a solidão com crueza.

É sina um futuro brumoso.

 

Referência

<http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/1809013>

 

Imagem: Google

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Código do texto: 1a9f3a6c914a9897c4a75777ee4cb71f                  Enviado por: Mardilê Friedrich Fabre em 23/09/2012

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Mardilê Friedrich Fabre
São Leopoldo, RS, Brasil


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