Na Paróquia de N. S. da Piedade Campo Largo-PR, as novenas são o marco do Natal. Para uma participação mais assídua, os grupos são divididos em nove famílias e assim cada casa oferece seu espaço. No ano de 2014, uma das componentes do meu grupo estava fazendo quimioterapia devido a um câncer de mama. Porém, mesmo assim ofereceu a sua casa como de costume. Casualmente deu certo que a 8ª novena fosse realizada em sua casa, cuja temática dava ênfase em rezar pelos idosos e doentes. E ainda, sugeria que se houvesse alguém nesse estado que se dirigisse ao centro da sala e ajoelhasse. Essa pessoa, espontaneamente foi dizendo: “Bem, a doente aqui sou eu” e em sua fragilidade ajoelhou-se diante do pequeno presépio. Os demais, comovidos com cena de humildade, sentiram-se tocados como se toca em dominós enfileirados prontos para serem derrubados e todos repetiram o mesmo gesto quase que simultaneamente. Ninguém pronunciou uma só palavra, mas certamente vivenciaram a unidade com muita comoção.

            Nesse mesmo ano, num outro Bairro da Cidade, enquanto escutavam o CD com reflexões do Papa Francisco, foram surpreendidos com homens encapuzados. Porém, ao invés de ouvirem voz de assalto, um deles foi dizendo: “Sujô”! Em seguida saíram correndo. Os devotos ficaram pasmos e a novena prosseguiu. 


 
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Código do texto: 6f9652284a1c3e688d6702a13be21371                  Enviado por: Arai Santos em 26/11/2015

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Sobre a autora
Arai Santos
Campo Largo, PR, Brasil


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