Onde estão a ONU, a OTAN e  organismos  similares?


                                                        Cunha e Silva Filho


              Sou um leitor constante  da seção  de jornais que  versa  sobre  notícia  e reportagens  internacionais. Acompanhar  o que  ocorre no mundo é uma forma de eu  entender melhor o meu  país. E assim  venho fazendo  há tempos e continuarei  fazendo. É óbvio que também    vejo  notícias  dessa espécie na tevê, na  internet, e, em tempos  recuados,  ouvia muito  notícias pelo  rádio, sobretudo  o que  podia captar no velho  programa  Voice of America, através de uma seção   chamada  de Special  English, que ainda é mantida via internet  com todos os recursos  tecnológicos  de difusão  de notícias e de  ensino  da língua  inglesa, à semelhança da BBB de Londres.No tempo em que ouvia  a Voice  of America  pelo rádio,  de vez em quando,  recebia, por assinatura gratuita,  uma pequena  revista anunciando  a programação e incluindo  bons  textos  sobre  temas  diferentes.
            Eu  aliava o útil ao agradável, neste último caso  porque melhorava meu inglês e a minha  pronúncia com  opção pela  inglês americano, que acho muito  mais  claro, da mesma  forma  que, em relação  ao  português,  falava  o  exímio tradutor  poliglota,   autor didático,  crítico literário e ensaísta   Paulo Rónai, um húngaro, premiado e  exímio tradutor, professor, poliglota, autor didático,  ensaísta e crítico  literário que, fugindo da Segunda  Guerra Mundial,  veio para o  Brasil e depois naturalizou-se  brasileiro.. Ele afirmava que, tendo aprendido   um pouco de português  na sua terra natal,  quando chegou a Portugal,  não entendeu “patavina” do que  lhe  falavam,  porém, logo que desembarcou na Praça Mauá, no porto do  Rio de Janeiro,  surpreendeu-se  com o  fato de que  entendia tudo, até a fala do carregador .  Estabeleceu-se no Rio de Janeiro e, depois,  tornou-se  um dos  intelectuais  estrangeiros mais  influentes em meu país completamente    incorporado à vida cultural  do Brasil.
Mas,  vamos mudar de assunto, que  o  teor desta crônica  é sobre  o que   está  acontecendo de mal  no mundo.  O Planeta   enfrenta  sérios problemas, sendo, o primeiro deles -   o mais   terrível  -  a guerra civil  na Síria; o tumulto no Egito, cuja  população se  dividida entre o  presidente  deposto  e os partidários  do governo militar  provisório;   os conflitos no Iraque;  o terrorismo internacional,  o  caso de espionagem  americana em proporção quase paranóica, que provocou  um  esfriamento  nas relações  diplomáticas  dos EUA e da Rússia; o novo  conflito  religioso entre  católicos e protestantes na Irlanda do Norte;  a presença ainda sempre ameaçadora,   do grupo  Al-Qaeda;  a manutenção ainda da  prisão de Guantánamo e, no Brasil,  a violência  crônica e  a escalada da alta   corrupção  na política. Com envolvimento de empresas privadas do país e estrangeiras.
Como se vê, não são  poucas as questões  cruciais  que  o mundo contemporâneo  está  enfrentando, sem falarmos  da economia    mundial  deteriorada  em alguns países  da União Europeia.
Não  vou  comentar todas estas questões, mas me vou deter resumidamente   na questão   da violência  em forma de guerra civil na Síria. Por diversas  vezes,  em artigos  desta coluna  tenho  enfrentado  o  tema   do conflito na Síria e o que tenho  visto, lido  e ouvido   é o repetido cenário trágico e sombrio da carnificina de inocentes e da destruição   do país, que   segue  livre e solta, sem que  tenhamos   tido  notícia  de nenhuma   medida  concreta  através  da ONU e  do seu Conselho de Segurança. Só se  ouve e se tem notícias  de que reuniões  se farão   para decidir o que fazer, contudo, nada de  medidas tomadas  se constatam  daquele  organismo  internacional.
Tal  carnificina tem  causado    uma fuga maciça  de  sua população  que, deixando tudo  para trás,  se refugia no  primeiro país  vizinho  que  lhe possa  dar  proteção.Não é possível que países   como a Rússia ou a China o outros aliados  da Síria não  vejam   o quanto   de monstruosidade  se está fazendo  na Síria. Não  é possível  que os EUA e outras nações   não  façam algum esforço maior  a fim  de  se encontrar uma saída para  a sangrenta ditadura de Bashar al-Assad. Nem é preciso  lembrar a esses países que  têm responsabilidade e liderança como potências  mundiais   de  amenizar  as aflições da população síria, até por um  razão de humanidade, de compreensão humana, em pleno  século 21, que possam   esquecer  seus interesses  particulares, econômicos  e ideológicos, e, em vez disso,   encontrar um caminho de paz  que  possa  acabar  com  tanta   matança  entre  irmãos da mesma  pátria. A Humanidade está  cansada  de tantas  mortes. É tempo  de fazer a paz! A paz não é uma   utopia, já que ela  reforça  o valor  inestimável da vida, o melhor bem que temos no curto   espaço de tempo  que  é a nossa  vida  na Terra.

      
       



 
Cunha e Silva Filho Views: 1795

Código do texto: 98f1452b346f2d22f62fd01bfc788fd6                  Enviado por: Cunha e Silva Filho em 12/08/2013

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Sobre o autor
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