Fome, direis, ora fome! Muitos hão de dizer: fome! O que é fome? Seria algum alimento, algum sujeito, ou alguma virtude?... Quanta gente nem sabe realmente o que é fome porque jamais experimentou um dia sequer com o estômago vazio, ou um jejum apenas por um dia, ou ainda, pela necessidade de diminuir a obesidade acumulada pela gula.

 

Campanhas fraternais aparecem, quando em vez, pregando ou apregoando o sentimento da solidariedade, ou da fraternidade, “repartir o pão”. Por que repartir o pão? Quem tem fome que vá trabalhar que vá arrumar ocupação hão de dizer certamente, aqueles que jamais sentiram fome.

 

Excluídos ou banidos?

 

Creio que no caso da fome, não existem excluídos nem banidos, mas com certeza existem os esquecidos. Existem aqueles que não foram abençoados com o nascimento, por não terem nascidos em um país farto de alimentos e que tenha os meios necessários para lhes oferecer um emprego, origem de sua sustentação social e financeira. Infelizmente existem em alguns países, onde milhares de crianças estão passando fome, não por que a preguiça lhes domina, mas sim por que não existe ocupação remunerada e na falta dessa lhes falta os meios de ganhar o sustento e por isso os esqueceram, mas a fome não os esqueceu.

Existem países que a pobreza transformou-se em uma doença epidêmica e cresce cada vez mais, por que, aqueles que têm, não dispõem um mínimo de suas posses a favor de ninguém, preferem usar o adágio lastimável de que: quem tem e dá a quem não tem fica sem e quando usam de solidariedade humanitária, só o fazem em caso de calamidade extensa, como terremoto, maremoto e etc.

 

Existem "religiões" no mundo, que a riqueza acumulada disponibilizando menos da metade a favor da pobreza, seria suficiente para exterminar com essa epidemia, e cuja riqueza, para construí-la, certamente teve a mão abençoada daqueles que têm fome.

 

Investir em construção de guerras é mais proveitoso do que aplicar o discernimento, usando um sentimento hoje muito raro, o amor. É mais comercial e proveitoso para os senhores do mundo, fazer guerras, por que esta lhes dá mais riqueza, por que crescem suas indústrias na produção de materiais bélicos e aumenta a sua fama política.

Algumas “religiões” (religião vem do latim, do verbo religare, com o complemento, ligar o homem a Deus), cujos dogmas são inteiramente materialistas, quase sempre procurando construir templos materiais suntuosos, enfeitados com pedras preciosas de grande custo, esquecendo-se de ensinar aos seus fieis a construção do verdadeiro templo, o corpo, o inegável templo de Deus.

 

Fome! Direis, ora fome!



 
Edmen Views: 1827

Código do texto: 0490e01c4dc03939dd5dfd936a43cd97                  Enviado por: Edmen em 02/07/2013

Compartilhe este texto com seus amigos   
 
  
  

Copyright © 2018 Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

 
Ler Comentários [0]


 Escrever comentário

 
Sobre o autor
Edmen
Campinas, SP, Brasil


 Ver mais textos deste autor