Ave Deus, Senhor do nosso futuro, que ontem, tristemente vagastes no escuro, apagado da lembrança de nossa gente e desta Nação, quando seu povo entorpecido, enganado e pelo cajado da mentira, foi conduzido à miragem do celeiro fértil da esperança, tal como no assistir sob palanques,uma película em capítulos e de muitas tiras ou fitas, rodadas em cada canto do Brasil, por inúmeras vezes em reprises e que, mesmo assim ocultavam pela encenação, e pela repetição da mesma mentira, foi-se tornando ante o poder de mentiroso convencimento, uma “verdade” sob o manto de deslizes e mais deslizes, gerados no ventre daquela mente alucinada, totalmente fixada e impregnada por um projeto de poder, que com tudo planejado, seguiu usando a massa como brinquedo de gêsso, ou um fantoche com titulo de eleitor na mão, e de seus discernimentos esvaziando o racional questionamento e que, sob cada palanque aqui, ali e acolá, bem crente, convencido e eufórico aplaudiu, ovacionou cada falácia e todas as mirabolantes invenções e cretinices, lançadas como degraus que construístes para chegar ao topo do poder e nele ao estar eternamente se perpetuar.

Não sabias, o ídolo etílico, como sempre te desculpastes, com mentiras  infantis e concreta ingenuidade, quando muros ruiram sob o peso das falsidades e traições de teus parceiros aloprados, os tropeços e, assim te colacavas um anteparo ou escudo, deixando cada um a sua vez queimar e pagar por seus desmandos atrás das grades das prisões, e continuastes a ofertar as iscas das facilidades, ofertando em cada bolsa, ou prato o peixe frito com farinha em milhares de porções e assim, fostes enlameando sua estátua de santo ôco e sem nenhum valor, posto que nasceu incompleta, não pela vontade e esculpir do Arquiteto do Universo mas, pela força diabólica de alguma manobra de traição, para que esta Nação amanhã possa mostrar ao mundo que, nove dedos é a mais concreta demonstração de um filho ingrato, indigno e que sujou o belo nome do Brasil, e aos filhos deste beijou como judas, e que, mais ainda, a mentira passa a perna na verdade que cambaleia mas quem, em alguns passos depois, cai e se aspatifa em cacos é aquela.

Lúcio Reis

Belém, Pa, em 24/09/2016    

 


 
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