AMADO DEUS!

Ary Franco (Um Poeta que Chora)

 

            Nosso Amado Deus, prostrado de joelhos peço que Me perdoes as lágrimas que ora rolam em minha face sulcando rugas em busca de minha boca. São amargas, Meu Divino Deus, muito amargas... que insistem em brotar de meus olhos cansados de ver tanto sofrimento, desde entre quatro paredes até o infinito dos horizontes distantes.

            A Humanidade que hoje habita este mundo insano, cada vez mais se distancia dos ensinamentos e exemplos deixados por Teu Filho Jesus Cristo, quando de sua passagem aqui entre nós. A passos largos caminhamos em direção à autodestruição, soberbos e cegos pela cobiça, insensatez, intolerância, desamor, prepotência, preconceitos e outros ímpios pecados, longe do caminho que Querias ser por nós trilhado.

            O que fazer Meu Pai? Pedir Teu Sagrado Perdão, tendo sob vistas crianças aqui recém-chegadas já com suas vidas prematuramente ceifadas pela arma de um seu desconhecido impiedoso? Rogar por Teu Perdão para aqueles abomináveis assassinos que matam indiscriminadamente seus irmãos, sem ao menos os conhecerem ou sem que qualquer mal eles lhes tenham feito?

            Sou um Teu filho desorientado e descrente de que este mundo cruel um dia terá suas vendas arrancadas dos olhos e encontrará um denominador comum para que haja paz aqui na terra entre os homens de boa vontade, cada vez  mais raros, se é que ainda exista algum verdadeiro em toda sua plenitude.

             Alguns até MATAM EM TEU NOME, meu Amado Pai! Sinto-me impotente para algo fazer, a não ser amar ao próximo como a mim mesmo, agasalhar um irmão que esteja ao relento, consolar um aflito, ajudar a matar a fome do faminto ou dar de beber ao sedento. Enquanto isso, Meu Amado Deus, o mundo rui em minha volta. Debalde é meu esforço, vejo-me levando pequenas gotas d’água ao oceano com receio de que ele um dia possa vir a secar. Estou cansado meu Sagrado Pai! Ajudai-me a ajudar e dês discernimento aos filhos desgarrados de Teu rebanho. Salve-nos, por Misericórdia... ou tire-me daqui, leve-me de volta aos Teus pés, antes que me torne um descrente de Tua Onipotente Justiça!

 

“ROGO QUE NÃO ME DEIXES SENTIR ABALADA MINHA FÉ EM TI!”



 
Ary Franco (O Poeta Descalço) Views: 813

Código do texto: c3132850952c9188d7df42a3370bfc0b                  Enviado por: Ary Franco (O Poeta Descalço) em 02/08/2014

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Sobre o autor
Ary Franco (O Poeta Descalço)
Miguel Pereira, RJ, Brasil


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