E, o céu ganhou mais uma estrela ...

A morte não é tudo.
Não é o final.
Eu apenas passei para a sala seguinte.
Nada aconteceu.
Tudo permanece exatamente como foi.
Eu sou eu, você é você, e a antiga vida que vivemos
tão maravilhosamente juntas permanece intocada, imútavel.
O que quer que tenhamos sido um para o outro, ainda somos.
Chame-me pelo antigo apelido familiar.
fale de mim como sempre fez. 
Não mude o tom.
Não use nenhum ar solene ou de dor.
Ria como sempre fizemos das piadas que desfrutamos juntos.
Brinque, sorria, pense em mim, reze por mim.
Deixe que o meu nome seja uma palavra comum em casa, como sempre foi.
Faça com que seja falado sem esforço, sem fantasma ou sombra.
A vida continua a ter o significado que sempre teve.
Existe uma continuidade absoluta e inquebrável.
O que é esta morte senão um acidente desprezível???
Porque ficarei esquecido se estiver fora do alcance da visão???
Estou simplesmente à sua espera, 
como num intervalo, bem próximo, na outra esquina.
Está tudo bem!

- Santo Agostinho -

Um beijo de luz minha querida, 
que sua travessia espiritual seja de paz, iluminada!
As poetizas não morrem ...


 
Helena Huback Views: 213

Código do texto: d8aa023c736cc907bff01d698c81d775                  Enviado por: Helena Huback em 02/07/2017

Compartilhe este texto com seus amigos   
 
  
  

Copyright © 2018 Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

 
Ler Comentários [0]


 Escrever comentário

 
Sobre a autora
Helena Huback
Nova Friburgo, RJ, Brasil


 Ver mais textos desta autora