Envolvidos em nossas tarefas mundanas,
não percebemos 
a cristalização de nossas consciências.
Não enxergamos a "dor do mundo,"
e vemos a humanidade, como criaturas transparentes.
Na agromeração dos sentimentos, 
não compreendemos o quanto é vital,
olhar para dentro, desobstruir os canais  egocêntricos,
tornar viável nosso tráfego interno.
É urgente ligar nossas conexões,
entender que elas precisam de curto-circuitos,
raios, relâmpagos e trovões,
para assustar nossos sentimentos,
com objetivos que extremeçam e acendam,
nossa chama interior,
apagadas pelas paixões cotidianas.
Algumas enfermidades,
como doenças imaginárias,
fraquezas, 
inferioridades,
auto-estima,
e, até nossas paixões mais obsenas,
são provocadas por metáforas retesadas,
tão profundas,  
que mergulhos superficiais não seriam capazes de capturá-las,
teríamos que viajar para águas mais fundas,
mergulhar em oceanos selvagens e desconhecidos,
talvez lá, diluamos nossas paixões inferiores.
Mais conscientes, na travessia,
estaremos mais presentes, ouvindo nosso grande silêncio interior.
A cura, 
o olhar,
o verbo viver,
o elixir divino,
o toque, o sentir ...
a libertação das palavras,
religar o voo perdido,
lançar-se ao desconhecido,
agradecer, pela cura, pelo retorno.
Diariamente dialogar com o angelical,
Afasta a
alma das sombras.



- Helena Huback -



 
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Código do texto: 7134c343f074a9558fabfc0713b843f7                  Enviado por: Helena Huback em 19/11/2016

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Sobre a autora
Helena Huback
Nova Friburgo, RJ, Brasil


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