ODONI OLIVEIRA MULER

O orvalho em gotículas vai se formando,
Deixando úmida cada pétala ao amanhecer,
Ora o vento toca, ora insetos fazem parada.
Néctar, aromas, cores, formas, espessuras,
Invadem tudo e não lhes roubam nada.
 
Ondas num vai e vem tramam duelo
Levando tudo numa cândida brincadeira.
Incorporam outras substâncias líquidas
Vomitando depois quando é sujeira.
Estes entulhos chegam através do homem,
Imprudente ao que ele mesmo consome.
Repensa na sua conduta, desfaz suas asneiras
Apoia projetos e defende sua Bandeira.
 
Montanhas, serras, escarpas, cordilheiras,
Uma junção de relevos a perder-se de vista,
Lembram que a paisagem tinha mais cachoeiras.
Lagos viram solo rachado e crateras escuras,
Estas mudanças acontecem em tempos atuais,
Registrando as riquezas que não voltam mais.

 


 
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Código do texto: c53d6db539f4237d3720da6bf1c8e2e4                  Enviado por: Arai Santos em 20/09/2014

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Sobre a autora
Arai Santos
Campo Largo, PR, Brasil


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